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Brasil tem mais de 2 mil profissões com afastamentos por transtornos mentais

Brasil tem mais de 2 mil profissões com afastamentos por transtornos mentais

Dados do Ministério da Saúde revelam impacto crescente da saúde mental no mercado de trabalho brasileiro.

Redação
Redação

foco em informação atualizada e de interesse público

1 de fevereiro de 2026 ·

O Brasil registra atualmente mais de 2 mil ocupações diferentes com casos de afastamento do trabalho devido a transtornos mentais e comportamentais, segundo dados do Ministério da Saúde obtidos pelo G1. A informação destaca a dimensão e a diversidade do impacto dessas doenças no mercado de trabalho nacional, afetando profissionais dos mais variados setores.

Os afastamentos por questões de saúde mental têm se tornado uma preocupação central para gestores públicos e privados, refletindo um aumento na prevalência de condições como depressão, ansiedade e estresse relacionado ao trabalho. Especialistas apontam para a necessidade de políticas mais efetivas de prevenção e suporte dentro dos ambientes corporativos.

Panorama abrangente e preocupante

O levantamento, que cruza informações de benefícios por incapacidade concedidos pelo INSS com a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), mostra que nenhum segmento profissional está imune ao problema. Desde professores e profissionais de saúde até operários da indústria e trabalhadores do comércio, a incidência de afastamentos é documentada em milhares de códigos ocupacionais distintos.

"Os dados confirmam que a saúde mental é uma questão transversal, que não escolhe profissão ou nível hierárquico", analisa a psicóloga organizacional Maria Helena Santos, consultora do Ministério da Saúde. "Estamos diante de um fenômeno complexo, influenciado por fatores como pressão por produtividade, ambientes tóxicos e a dificuldade de desconectar do trabalho, especialmente na era digital."

Contexto e consequências

O aumento nos registros acompanha uma tendência global de crescimento nas notificações de doenças mentais relacionadas ao trabalho, agravada pela pandemia de Covid-19. Além do custo humano, os afastamentos geram impactos econômicos significativos para empresas e para a previdência social, com gastos bilionários em benefícios e perda de produtividade.

Em resposta ao cenário, o Ministério da Saúde anunciou que irá ampliar programas de capacitação para gestores em saúde mental no trabalho e reforçar a rede de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) para esses casos. A pasta também estuda a criação de um observatório nacional para monitorar de forma mais precisa a evolução do problema.

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