Brasil fecha 2025 com menor taxa de desemprego em 14 anos, segundo dados oficiais
Indicador cai para 6,8% no último trimestre do ano, consolidando recuperação do mercado de trabalho pós-pandemia.
O Brasil encerrou o ano de 2025 com a menor taxa de desocupação desde 2011, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (30). O índice ficou em 6,8% no trimestre encerrado em dezembro, marcando uma trajetória consistente de queda e consolidando a recuperação do mercado de trabalho após os impactos da pandemia de Covid-19.
A redução do desemprego é atribuída pelos analistas ao crescimento econômico moderado do período e à manutenção de políticas de incentivo ao emprego formal. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu seu maior patamar histórico, superando os 38 milhões de pessoas.
Contexto Histórico e Comparativo
O último recorde positivo havia sido registrado em 2014, quando a taxa ficou em 6,5%, antes da recessão econômica que se seguiu. Durante o pico da crise sanitária, em 2021, o desemprego chegou a bater em 14,9%, afetando mais de 15 milhões de brasileiros. A trajetória de queda iniciada em 2022 se manteve firme ao longo dos últimos três anos.
"Estamos vendo uma recomposição robusta, com geração de empregos em setores como serviços, construção civil e tecnologia", afirmou a economista-chefe do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Maria Silva. "Os dados mostram que a formalização avança, mas ainda há desafios na qualidade dos postos e na renda média".
Desafios Persistentes e Próximos Passos
Apesar do cenário positivo, especialistas alertam para a desigualdade regional. Enquanto o Sul e Sudeste apresentam taxas abaixo da média nacional, o Nordeste ainda registra desocupação acima de 9%. Outro ponto de atenção é a renda média do trabalhador, que, ajustada pela inflação, ainda não retornou aos níveis pré-pandemia.
O governo federal deve anunciar na próxima semana um pacote de medidas para estimular a qualificação profissional em setores estratégicos, visando manter a tendência de queda no desemprego em 2026. A expectativa do mercado é que o índice se estabilize em patamares entre 6% e 6,5% ao longo do próximo ano.
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