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Ataque dos EUA deixou 100 mortos, incluindo civis, afirma ministro da Venezuela

Ataque dos EUA deixou 100 mortos, incluindo civis, afirma ministro da Venezuela

Autoridades venezuelanas acusam operação militar americana de causar dezenas de vítimas civis em ação no mar do Caribe.

Redação
Redação

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7 de janeiro de 2026 ·

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, afirmou nesta quarta-feira (7) que um ataque militar conduzido pelos Estados Unidos no mar do Caribe resultou em pelo menos 100 mortos, incluindo civis. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Caracas e se refere a uma operação que, segundo fontes americanas, visava a captura de um petroleiro suspeito de violar sanções internacionais.

O incidente ocorreu em águas internacionais próximas à costa venezuelana. De acordo com o governo de Nicolás Maduro, a ação unilateral dos EUA constitui uma "violação flagrante da soberania e do direito internacional". A Venezuela convocou o embaixador americano para prestar esclarecimentos e anunciou que levará o caso ao Conselho de Segurança da ONU.

Perseguição e captura do petroleiro

Fontes da inteligência naval americana, que falaram sob condição de anonimato, confirmaram a operação, mas negaram que tenha causado vítimas civis. Elas descreveram a ação como uma "interceptação de alto risco" de um navio petroleiro que estava sob sanções por supostamente transportar combustível para a Coreia do Norte, violando resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

A perseguição teria começado no início da madrugada e envolvido embarcações rápidas e helicópteros. "O alvo foi abordado após se recusar a parar para inspeção. Houve troca de tiros com a guarda armada do navio", detalhou uma fonte militar americana. A carga do petroleiro foi apreendida e a embarcação rebocada para um porto não divulgado.

Repercussão internacional e tensão crescente

O caso ocorre em um momento de elevada tensão geopolítica. Líderes europeus, em declarações separadas nesta semana, admitiram publicamente o risco de um conflito armado entre países membros da Otan, citando disputas por recursos e instabilidade em regiões estratégicas.

Analistas ouvidos pelo G1 apontam que o incidente no Caribe pode inflamar ainda mais as relações entre Washington e Caracas, que já passam por uma crise diplomática prolongada. "Este é o tipo de evento que pode escalar rapidamente, especialmente com a retórica acalorada de ambos os lados", avalia a professora de Relações Internacionais da USP, Ana Beatriz Pereira.

O governo dos Estados Unidos ainda não emitiu uma declaração oficial detalhada sobre as acusações de mortes de civis. O Departamento de Estado informou apenas que "toma todas as precauções para evitar perdas de vidas inocentes em operações de aplicação da lei internacional". A Casa Branca prometeu um comunicado completo após a conclusão de uma revisão interna do ocorrido.

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