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Venezuela afirma manter 'soberania' em acordo petrolífero com os EUA

Venezuela afirma manter 'soberania' em acordo petrolífero com os EUA

País diz que controle da Pdvsa segue intacto, apesar de novas licenças americanas para exploração.

Redação
Redação

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30 de agosto de 2026 ·

O governo da Venezuela afirmou neste domingo (30) que mantém a "soberania" sobre seus recursos petrolíferos, em resposta ao anúncio de um novo acordo com os Estados Unidos para exploração de petróleo. A declaração foi feita pelo ministro do Petróleo, Pedro Tellechea, em nota oficial.

Segundo Tellechea, o acordo não altera o controle estatal sobre a Pdvsa, a empresa petrolífera venezuelana. "A Pdvsa continua sendo 100% estatal. As licenças americanas são operacionais, não cedem propriedade", afirmou o ministro.

Novas licenças americanas

Na sexta-feira (28), o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu novas licenças que permitem que empresas americanas retomem operações limitadas na Venezuela, após um período de sanções. As licenças autorizam a Chevron a expandir suas atividades no país, mas com restrições claras.

Especialistas apontam que o acordo é uma tentativa de Washington de reduzir a dependência de outros fornecedores de petróleo. "É um movimento pragmático, mas que não significa um reatamento completo das relações", analisa o cientista político Ricardo Salles, da USP.

Contexto histórico

As sanções americanas contra a Venezuela foram impostas em 2019, após o governo de Nicolás Maduro ser acusado de fraudar as eleições. Desde então, a produção de petróleo no país caiu de 3 milhões para cerca de 700 mil barris por dia.

O acordo atual pode aumentar a produção em até 200 mil barris por dia nos próximos meses, segundo estimativas do setor. No entanto, analistas alertam que a infraestrutura obsoleta e a falta de investimentos são desafios significativos.

Reações e próximos passos

A oposição venezuelana criticou o acordo, alegando que ele fortalece o governo Maduro sem contrapartidas democráticas. Já o governo americano afirma que as licenças incluem cláusulas que permitem revisão a qualquer momento.

O ministro Tellechea garantiu que a Venezuela cumprirá os termos do acordo, mas reforçou que "nenhum contrato afetará a soberania nacional". A expectativa é que as primeiras operações comecem em até 60 dias, sujeitas a aprovações técnicas.

O acordo será monitorado de perto pela comunidade internacional, que vê no movimento uma possível mudança na política externa americana para a região.

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