Operação prende foragida por agiotagem que movimentou R$ 10 milhões no TO
Suspeita de 22 anos foi presa em Lagoa da Confusão; esquema cobrava juros de até 20% ao mês e usava ameaças armadas para extorquir vítimas no DF, GO e TO.
Uma jovem de 22 anos, identificada como Maria Luiza, foi presa neste domingo (13) em Lagoa da Confusão, no oeste do Tocantins. Ela é suspeita de integrar uma organização criminosa interestadual de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 10 milhões em apenas oito meses.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins. A Justiça do Distrito Federal expediu 47 ordens judiciais, sendo 12 prisões preventivas, 18 mandados de busca e apreensão e 17 bloqueios financeiros.
O g1 não conseguiu contato com a defesa de Maria Luiza até a última atualização desta reportagem.
Como funcionava o esquema
De acordo com a investigação, a organização concedia empréstimos com juros de até 20% ao mês e utilizava ameaças para cobrar os valores devidos. Para ocultar a origem do dinheiro, os suspeitos usavam contas bancárias de pessoas jurídicas e de parentes.
A apuração começou após um comerciante da Feira dos Goianos, em Taguatinga (DF), denunciar à polícia que vinha sendo ameaçado junto com familiares. Ele havia pegado dinheiro emprestado e não conseguiu quitar a dívida por causa das taxas abusivas.
A decisão judicial que determinou a prisão aponta que Maria Luiza aparece em imagens de câmeras de segurança no prédio de uma das vítimas e utilizava uma linha telefônica para fazer cobranças com ameaças. Os investigadores reuniram mensagens, planilhas e áudios que reforçam a ligação da suspeita com os demais integrantes do grupo.
Ameaças e apreensões
O processo revela que uma das vítimas sofreu ameaças diretas. Após a prisão de outros membros do grupo, a suspeita foi até a casa dessa pessoa acompanhada de um homem armado e exigiu uma cópia do depoimento.
Em áudios obtidos pela investigação, criminosos ameaçavam os devedores de morte caso não pagassem as dívidas. Nas diligências, foram apreendidos 10 armas de fogo, grande volume de munições, oito veículos de luxo, documentos, cheques e dinheiro em espécie.
Conforme a polícia, os suspeitos respondem pelos crimes de agiotagem, extorsão, organização criminosa armada e lavagem de dinheiro.
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