Governo planeja reunião com clubes após proibição das bets no futebol
Ministro do Esporte diz que vai ouvir demandas dos clubes, mas afirma que o futebol sempre viveu sem as bets e defende a medida do governo.
O ministro do Esporte afirmou neste sábado (26) que o governo federal planeja se reunir com representantes dos clubes de futebol para discutir os impactos da proibição das apostas esportivas no país. A declaração foi dada após o anúncio da medida que restringe o funcionamento das bets.
Segundo o ministro, a intenção é ouvir as demandas dos clubes, que alegam perda de receita com o patrocínio de casas de apostas. No entanto, ele foi enfático ao afirmar que o futebol brasileiro tem histórico de sobrevivência sem esse tipo de investimento.
"O futebol sempre viveu sem as bets. Vamos ouvir os clubes, mas a posição do governo é clara sobre a necessidade de regulamentação", declarou o ministro.
Impacto nos clubes e no calendário
A proibição das bets ocorre em um momento de intensa movimentação política no país. O presidente Lula classificou a medida como uma "atitude muito drástica", justificando que as apostas se tornaram uma "desgraça" para a sociedade brasileira.
Do outro lado, o governador Flávio disse que Lula está "desesperado" e chamou a proibição de "solução fajuta". A troca de declarações acirrou o debate sobre o tema, que deve dominar a agenda política nas próximas semanas.
Os planos de governo de ambos os candidatos, no entanto, não previam o fim das bets nem do chamado "jogo do tigrinho", o que pegou o setor esportivo de surpresa.
Cenário político e pesquisas
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado mostra que a disputa entre Lula e Flávio está mais apertada em alguns estados. Segundo o levantamento, 2026 pode ter até 19 eleições para governador resolvidas no primeiro turno.
A explicação para esse cenário está menos no humor do eleitor e mais na estratégia dos partidos, que têm concentrado esforços em redutos eleitorais tradicionais.
Ainda de acordo com o Datafolha, 47% dos brasileiros reprovam o trabalho dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o pior índice desde 2019. Outros 18% avaliam o trabalho como ótimo ou bom, e 31% como regular.
O Congresso Nacional também enfrenta baixa popularidade: 37% dos entrevistados avaliam o trabalho dos parlamentares como ruim ou péssimo.
Disputa no Pará
No Pará, pesquisa Quaest para o governo do estado mostra o candidato Dr Daniel com 41% das intenções de voto, seguido por Hana Ghassan, com 32%.
O governo federal ainda não divulgou a data da reunião com os clubes, que deve ocorrer na próxima semana.
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